Quantas marcas ficam num corpo predestinado? Nascido e criado na macumba imperatrizense, o jovem pai de santo Carlos Lourenço reflete sobre um caminho de dor e aprendizado. A obra conta as experiências de um jovem que vivencia o Terecô, uma experiência que transcende a impressão mais vaga que se tem sobre religiosidade. Para os brincantes, não há fronteira que separe a ritualística do cotidiano - a espiritualidade é tudo na vida. O olhar se volta para investigação do fenômeno cotidiano e ancestral de devoção às entidades e santos do Terecô e, ainda, da contemplação da riqueza que suas práticas possuem em cada aspecto, tal como o intenso movimento que compõe as giras, o constante grave que ecoa dos tambores, a manifestação da espiritualidade em terra, o fogo, a fumaça, o invisível e a fé.
Victor Azê
Avelino Junior
Victor Azê
Pedro Bezerra
Josifran
Josifran
N/A
Barcarola Filmes/ Inovador Talvez
Ator Principal; Pai Lourenço de Xangô
Victor Azê
Victor Azê é um cineasta, de 23 anos, baseado no sul do Maranhão, em Imperatriz. Sua filmografia é voltada para as práticas religiosas existentes na região Tocantina. Em 2022, produziu de forma totalmente independente o seu primeiro curta, “Cristaliza-se; e ressoa”, que aborda uma das grandes festas do Terecô da cidade. Em 2026, estreou o seu mais recente trabalho, contemplado pela Lei Paulo Gustavo do município, “Selado em Cicatriz”, que aprofunda de forma viceral na cultura através dos relatos de um jovem pai de santo. Atualmente cursa jornalismo na Universidade Federal do Maranhão (UFMA),
realizando reportagens e pesquisas sobre a macumba da sua região.